O diretor de futebol Alexandre Mattos participou de um programa no GE e falou sobre diversos assuntos. Um deles chamou bastante atenção dos torcedores cruzeirenses.
Mattos revelou que durante o período que trabalhou nos bastidores do Cruzeiro negociou a vinda de Ricardo Goulart para a raposa. Segundo ele, havia até investidor interessado em viabilizar o negócio.

Eu estava conversando muito com o Ricardo para levar ele para o Cruzeiro, esse seria um osso duro de roer de passar por cima de mim e me falar não. Eu estava arrumando inclusive investidores para pagar, e acho que esse foi uns fatores dele dizer não para o Fluminense. No Brasil ia ser difícil, eu falei com ele, fora ok, mas no Brasil ia ser no Cruzeiro. A ideia inicial dele é ir para fora, agora não sei como tá o mercado
Alexandre Mattos
Alexandre Mattos ainda revelou que teve dificuldades em buscar jogadores para a raposa, já que o nome do clube estava manchado no mercado do futebol.
Meu contato com o Cruzeiro era com a associação, com o Sérgio, eu não estava pensando em voltar, queria terminar minha etapa de estudos aqui em Boston, mas por questões de família, clube, Belo Horizonte, pensei em voltar e vi que a situação do Cruzeiro era muito delicada. As pessoas nem pensava em ir para o Cruzeiro, você ligava para as pessoas e as pessoas: “Você ta louco”, e a gente conseguiu dar uma mexida legal. […] O Cruzeiro há pouco tempo atrás tinha salário atrasado, greves, transfer ban, a primeira pergunta que os agentes me faziam era ‘como assim, eles não pode nem inscrever atletas?’ (Cruzeiro) tem uma dívida lá de quase R$ 50 milhões de transfer, esse já atual de 25, 30 (milhões) e já sabendo que em março terá outro que é do Rodriguinho, do Egito, na casa dos 30 milhões. Ex-dirigente na Polícia, dois anos de Série B sendo que não ficou nenhuma vez acima do décimo lugar. Eu estava ligando em nome desse cenário.
Situação após dispensa do Cruzeiro

Por fim, o dirigente falou sobre a decisão da nova gestão de não contar com ele como diretor de futebol. Segundo Mattos, seu contato era com Sérgio Rodrigues e com a associação Cruzeiro.
Primeiro, respeito total à decisão tomada. Eu se fosse o Ronaldo, faria a mesma coisa. A partir de agora, as pessoas vão ter que se adaptar a essa quebra de cultura e paradigma no futebol Brasileiro. Porque agora tem um dono, o dono não vai no clamor das coisas, o dono vai no bolso dele. Ele que é responsável, ele que tem que pagar as dívidas, e a dívida do Cruzeiro é de R$ 1 bilhão. O Ronaldo está certíssimo em fazer cortes, mas para isso dar certo, tem que ter paciência, dar tempo a tempo
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