A nova gestão do Cruzeiro vem fazendo uma verdadeira limpa no departamento de futebol. Os gestores de transição estão analisando todos os contratos e tentando reduzir custos.
Após anuncio da saída do Fábio, outro jogador com bastante tempo de casa tem futuro incerto no Cruzeiro. Trata-se do volante Henrique, que tinha contrato até 31 de dezembro. Entretanto a situação não é tão simples.
Isso porque Henrique está recuperando de uma lesão grave no joelho. Por isso, o clube é obrigado a renovar automaticamente seu contrato até que ele se recupere, devido a leis trabalhistas.
Em relação ao contrato de Henrique com o Cruzeiro, há uma necessidade de redução, para que entre no teto salarial estipulado pela nova gestão do Cruzeiro.
Segundo informações, Henrique aceitou a redução. Entretanto as partes não concordaram em tempo de contrato. Isso porque o clube ofereceu três meses, tempo necessário para sua recuperação. Henrique não aceitou, querendo 1 ano de contrato, já que possui desejo de voltar a jogar pela raposa.
Entretanto outro fator financeiro dificulta a negociação. O Cruzeiro possui um débito alto com Henrique, referente as salários atrasados e outras verbas em que o jogador tem direito.
Mas não é tão simples, já que a dívida com o jogador ficou no “antigo CNPJ” do Cruzeiro, fazendo com que a SAF não tenha responsabilidade na dívida. Porém, o jogador deseja ter garantias que receberá esses valores.
Cruzeiro se pronuncia após saída de Fábio. Confira nota:
“O Cruzeiro esclarece à sua torcida pontos importantes sobre a não renovação do goleiro Fábio. É fundamental lembrarmos que o Cruzeiro tem um desafio imenso de reorganização que precisa ser planejada e executada considerando a sobrevivência da entidade. Nesse sentido, a reestruturação precisa ocorrer em diversos campos: financeiro, organizacional, administrativo e, claro, esportivo. Muitas decisões não são populares mas precisam ser adotadas.
O projeto esportivo que vem sendo implantado considera critérios técnicos e a constituição de um plano de longo prazo para a instituição. As decisões no Departamento de Futebol visam a construção de uma equipe competitiva, sustentável e que esteja a altura da grandeza do clube. Foi exatamente um projeto nessas condições que foi apresentado ao goleiro de 41 anos, que o negou.
A proposta respeitava também a imprescindível responsabilidade econômica da entidade. Necessário ressaltar que, ainda assim, sendo Fábio o ídolo que é, um importante sacrifício econômico foi feito. Foi oferecido ao jogador um contrato que certamente extrapolava o razoável para um clube publicamente deficitário. Os termos desta proposta não foram aceitos pelo atleta e seu agente.
O Cruzeiro, desde o início e com enorme respeito, deixou claro que a proposta respeitava sua relevância e admirável história de 18 anos no clube. Fundamental esclarecer que o desejo do Cruzeiro era de ampliação de vínculo, embora não pelo mesmo prazo desejado pelo atleta. A proposta era de que Fábio pudesse, em campo, ao longo do Campeonato Mineiro, se despedir da torcida como ele e a própria torcida merecem. Inclusive, o Cruzeiro segue aberto para que inúmeras homenagens extracampo aconteçam.
Não é mais possível aceitar um perfil de administração que fez tantos clubes chegarem a um cenário de inviabilidade. O Cruzeiro tem clareza de que não há outra forma de manter a história de um dos maiores clubes de futebol do mundo que não seja com uma gestão responsável, com colaboradores e atletas que estejam plenamente alinhados a esse pensamento.”
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