Bastante questionado no comando do Cruzeiro por torcedores, Sérgio Rodrigues também não agrada os principais investidores do clube. Em pouco mais de um ano no comando do Cruzeiro, o presidente é apontado como principal culpado quando o assunto é resultado do time em campo.
No comando da raposa desde 1ª de junho de 2020, Sérgio Rodrigues vem sendo bastante questionado sobre suas escolhas no comando da raposa. Tanto com treinadores quanto como diretores de futebol.
Desde o começo de seu mandato, o Cruzeiro já teve nada mais nada menos que seis técnicos no comando da equipe. Ederson Moreira foi o primeiro da lista, demitido após 12 jogos, com 6 vitórias, 3 empates e 3 derrotas.
Em seguida veio mais um que teve forte rejeição pela torcida, Ney Franco assumiu o clube um dia após a demissão de Enderson, mas também não durou mais. O técnico foi demitido um mês após seu anúncio devido a sequência de péssimos resultados da raposa.
Depois de procurar bastante no mercado e ter alguns convites recusados, o Cruzeiro anunciou Luiz Felipe Scolari no dia 15 de outubro, a contratação era com apoio do investidor e patrocinador do clube Pedro Lourenço.
Felipão conseguiu tirar o Cruzeiro da briga pelo rebaixamento, assumindo o clube na 19ª posição e tendo aproveitamento de 55% de aproveitamento em 21 jogos – 9 vitórias, 8 empates e 4 derrotas. Entretanto Felipão não quis continuar no Cruzeiro devido a desavenças com a atual diretoria, deixando o clube antes mesmo do fim da Série B.

Para a temporada 2021 o presidente Sérgio Santos Rodrigues apostou em Felipe Conceição, outra aposta que não agradou Pedro Lourenço, que mais uma vez cortou relações com a diretoria do Cruzeiro. Felipe também não deu certo, assim como seu sucessor Mozart Santos, que pediu demissão do clube após grande jejum de vitórias. Com o atual treinador Vanderlei Luxemburgo, o Cruzeiro soma 6 técnicos desde que Sergio Santos Rodrigues assumiu o clube. Durante todo esse periodo, o Cruzeiro não chegou nem perto de brigar pelo acesso a Série A.
Diretores de futebol
Se as escolhas de técnicos não deram certo, as escolhas de diretores de futebol também não. Com Sérgio Rodrigues na presidência, o Cruzeiro agora busca seu quinto diretor de futebol, após Rodrigo Pastana ser demitido.

Logo no começo de sua gestão, Sérgio Rodrigues tinha Ricardo Drubscky como homem forte do futebol escolhido pelo Conselho Gestor. Ricardo ficou no clube poucos meses até ser substituído por Deivid, que teve uma forte rejeição dos torcedores cruzeirenses.
Depois de fortes críticas, Deivid foi substituto por André Mazzuco no começo de 2021. André conseguiu fazer um bom trabalho, trazendo nomes que agradaram o torcedor, como Bruno José e Marcinho. Mas no final de maio, Mazzuco anunciou sua transferência para o Santos.
Mesmo sobre forte rejeição da torcida e de investidores do clube antes mesmo do anúncio oficial, Rodrigo Pastana foi anunciado por Sérgio Santos Rodrigues para novo diretor de futebol. Pastana foi escolhido sobre a narrativa de ser especialista em acessos, por ter trabalhado nas campanhas de retorno à Série A de cinco clubes: Grêmio Barueri (2011), Criciúma (2012), Figueirense (2013), Paraná (2017) e Coritiba (2019). Porém mesmo com esse currículo, a raposa não conseguiu sequer ficar entre os 10 primeiros colocados na disputa dessa Série B.
Rodrigo Pastana foi demitido recentemente do comando de futebol da raposa após reunião entre Vanderlei Luxemburgo e Pedro Lourenço. Luxemburgo espera ter um diretor de futebol de sua confiança para o planejamento da temporada 2022, mas já afirmou que ninguém será anunciado por enquanto.
Atrasos Salariais
Desde que assumiu o Cruzeiro, o principal problema na gestão de Sérgio Santos Rodrigues é os salários atrasados. Mesmo com uma redução drástica na folha salarial, Sérgio não conseguiu manter os salários em dia no clube. O presidente vem recebendo constantemente ajuda de investidores para tentar manter em dia os vencimentos de jogadores e funcionários do Cruzeiro.
Vale lembrar que técnicos que passaram pelo clube já afirmaram que o presidente prometia manter os salários em dia mas não conseguia honrar com a palavra. No ano passado, Luiz Felipe Scolari afirmou que isso foi um dos motivos para sua saída do clube.
Vanderlei Luxemburgo, ao assinar com o clube exigiu os salários em dia no Cruzeiro, o que não vem acontecendo. Isso pode ser um fator determinante na renovação ou não do treinador para a temporada 2022, já que mais uma vez o clube convive com salários atrasados, o que resultou na greve dos jogadores anunciada na última quarta-feira (14).
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