Em entrevista para o jornal Estado de Minas, o advogado Bruno Volpini, que cuida da transformação do Cruzeiro para virar clube empresa, trouxe maiores detalhes e como está a situação para a novidade sobre o assunto e explicou o tema.
“Aí vamos nos estruturar para a transformação do Clube em empresa, até o fim do ano. O Cruzeiro está disputando uma competição nacional, e, só após seu término, a Fifa, Conmebol e CBF serão notificados da mudança. Isso não pode acontecer com o campeonato correndo. Como o Cruzeiro não está em nenhuma disputa internacional, apenas comunicaremos à Fifa e Conmebol. Isso só poderá acontecer em dezembro”, destacou.
Logo depois, o treinador completou: ” Cruzeiro do jeito que está, ninguém vai investir um centavo. Como clube, não. O presidente sai a cada 3 anos, os conselheiros mudam, e ninguém vai por dinheiro num clube, sem qualquer garantia. No caso do clube-empresa, que será tocado por um CEO, quem vai mandar é ele e o grupo que será formado. O presidente será como uma rainha da Inglaterra, não vai apitar nada. No caso do clube-empresa, a XP está encarregada de formar um poderoso fundo, que irá investir no futebol, pagar as dívidas e tudo o mais. Claro que se o clube estivesse na Série A, o aporte seria bem maior, mas, se mantendo na B, nosso projeto vai vingar. Se cair para a C, aí será uma tragédia”
Por fim, o advogado completou sua resposta: “Sim. Trabalhamos com essa realidade. Se cair para a C, como eu disse acima, será uma tragédia. Todo o nosso projeto é para a Série B em 2022 e a volta à elite em 2023. Não há outro caminho. A diretoria passada antecipou cotas de TV até 2023. O clube não tem receita nenhuma. Uma vergonha!
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