Secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Fernando Marcato revelou em entrevista ao Superesportes que o Governo de Minas estuda rompimento de contrato com a Minas Arena.
A medida teria como objetivo reduzir as despesas mensais do governo com os repasses previstos à operadora do estádio até 2037. Interessado em gerir o Gigante, o Cruzeiro acompanha esse processo de perto.
Podemos fazer uma nova licitação para conceder o Mineirão, por exemplo, por mais 50 anos, que foi o que fizemos com o Mineirinho. Nesse caso, o estado teria que pagar uma indenização para a Minas Arena pelo que ela já investiu. Por exemplo, R$ 400 milhões, um número que a gente acha que pode ser perto disso. A Minas Arena não teria nem como se opor. O que ela poderia discutir é o valor. Mas o estado tem o direito de fazer isso, desde que pague antecipado.
Fernando Marcato

Desde 2013, o estado já pagou à Minas Arena R$ 1,054 bilhão como indenização pelos investimentos na reconstrução e na administração do Mineirão. Até o fim do contrato de concessão, com duração total de 27 anos, há a previsão de mais de R$ 800 milhões em repasses. A atualização da dívida é feita pela taxa Selic.
Um dos principais interessados nesta licitação é o Cruzeiro, que já vem reclamando da relação com a Minas Arena a algum tempo e procura melhores condições para jogar no estádio.
Entretanto, a negociação é complexa, já que a SAF precisaria de parceiros para criar um consórcio e administrar o estádio, além de ter um aporte inicial de R$ 400 milhões. É com esse montante que o governo pretende indenizar a Minas Arena de forma antecipada para romper o vínculo atual.
Penso em fazer isso para o ano que vem. Fazer um chamamento, não apenas para o Cruzeiro, mas quem quer que seja, fazer uma estruturação de um projeto de quem tem interesse em assumir o Mineirão sem que o estado precise pôr dinheiro e ainda pagar uma outorga. Essa outorga eu pegaria e passaria para a Minas Arena, para indenizá-la.
Mercato
URGENTE! Cruzeiro é condenado em ação MILIONÁRIA de jogador rebaixado pelo clube, e Ronaldo se preocupa com o valor

O Cruzeiro segue tendo problemas com jogadores rebaixados pelo clube, ou que passaram pela Toca da Raposa durante o período em que disputou a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
O Cruzeiro foi condenado na ação movida pelo atacante Sassá. O valor foi fixado em R$ 4 milhões. De acordo com a sentença, publicada nesta quarta-feira, o clube não compareceu à audiência e nem apresentou defesa.
Embora devidamente notificado, o réu não apresentou defesa e não compareceu à audiência, razão pela qual é revel e confesso quanto à matéria fática, ressalvadas as hipóteses do art. 345 do NCPC, conforme oportunamente aferido.
Diz a decisão divulgada pelo GE

Sassá fez 81 partidas e marcou 20 gols pelo clube. Além disso, conquistou as Copas do Brasil 2017 e 2018, além do Campeonato Mineiro em 2018 e 2019. Ele acionou o clube na Justiça do Trabalho em junho passado. Inicialmente, o jogador cobrava R$ 8.742.865,79.
O Cruzeiro foi condenado nos seguintes pedidos de Sassá:
- pagamento das diferenças dos salários dos meses de março/2021, maio/2021, julho/2021 a novembro/2021;
- pagamento das seguintes verbas rescisórias: salário de dezembro de 2021, no importe de R$240.000,00, menos o valor pago pelo Marítimo, no importe de R$ 47.510,00; “Desconto Teto Salarial” no importe de R$90.000,00 por mês, exclusivamente no período de janeiro a novembro de 2021; 13º salário de 2021; FGTS + 40% ao longo do ano de 2021;
- pagamento da multa do art. 467, da CLT, a incidir sobre as parcelas rescisórias acima, salvo indenização de 40% do FGTS;
- pagamento da multa do art. 477, §8º, da CLT.
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