A novela entre Cruzeiro e Athletico-PR sobre a venda do atacante Vitor Roque vem dando o que falar. Após nota do Cruzeiro e do empresário André Cury, agora foi a vez de Alexandre Mattos abrir o jogo.
Em entrevista a Rádio Itatiaia, Alexandre Mattos fez fortes revelações sobre a negociação, O cartola ainda acusou Ronaldo de ter oferecido o jogador ao Athletico no domingo.
No domingo (10), recebi uma ligação do Ronaldo, que queria muito o jogador Jajá. Ronaldo e Paulo André. Ele me ligou e disse que precisava da minha ajuda, que o Jajá quer ir pro Bahia, tava em cima e fez uma proposta primeiro. Eu disse: ‘eu empresto pra vocês, como estou emprestando o Zé Ivaldo, mas não posso obrigar a ir pro Cruzeiro. Alguém aí tem que convencer o Jajá a ir pro Cruzeiro. Ele me disse: ‘vamos fazer um negócio. Você já me falou bem do Vitor Roque num encontro que a gente teve em Madri no dia 23 de março, e eu quero vender. Se você me pagar R$ 40 milhões e emprestar o Jajá e o Zé Ivaldo, o jogador vai para o Athletico. Disse a ele que iria analisar internamente, o que fiz. Liguei para o Petraglia, que achou o valor um pouco alto, mas que poderíamos tentar alguma composição. O primeiro passo? Ligar para saber se o jogador quer vir jogar no Athletico. Foi o que eu fiz, liguei para o André Cury por volta de 11h de domingo e disse a ele do interesse, e que o Ronaldo falou comigo que venderia por R$ 40 milhões. Naquele momento, ele me disse: ‘Alexandre, o jogador vai sair do Cruzeiro amanhã [na segunda (11)]. Ou ele vai pro Sul ou para São Paulo, pagando a multa de R$ 24 milhões. Fato novo pra mim
Alexandre Mattos
Mattos revelou que o Cruzeiro teve várias oportunidades para renovar com Vitor Roque durante o último ano, mas nenhuma negociação avançou.
O Cruzeiro teve todas as oportunidades desde janeiro, quando o Vitor [Roque] começou a aparecer de forma bem consistente no futebol profissional, de ter uma renovação contratual. O Cruzeiro não cuidou ou avaliou de forma errada essa possibilidade, e acarretou numa fragilidade do contrato.
Alexandre Mattos
Vale lembrar que em nota, o Cruzeiro afirmou que recebeu o valor de forma errada do Athletico e garantiu que não teve a oportunidade de oferecer outro contrato, o que era seu direito por lei. O clube ainda afirmou que irá procurar seus direitos na justiça.
NOTA OFICIAL DO CRUZEIRO SOBRE CASO VITOR ROQUE

O Cruzeiro Esporte Clube, em sua nova gestão, tem como princípio a transparência em todos os temas relevantes à sua torcida, imprensa e ao universo do futebol. Por isso vimos a público dar luz aos fatos que envolvem o atleta Vitor Roque.
Ao longo de todo o mês de março, a diretoria de futebol estabeleceu diversas conversas e negociações com os agentes André Cury e Francisco Rocha, caminhando para a formalização do novo vínculo com o ajuste salarial pretendido por eles para a renovação do Contrato de Trabalho do atacante. Entretanto, em vias de finalizar o negócio, as respostas obtidas começaram a se tornar esparsas e evasivas.
O Cruzeiro, verificando a obscena e já conhecida falta de ética de André Cury, mas determinado em contar com o atleta, e no exercício do seu direito de renovação do primeiro contrato de trabalho previsto pela Lei Pelé, foi diligente e formalizou sua proposta com protocolo do documento na Federação Mineira de Futebol.
Porém, na noite de domingo (10/4), o atleta se negou a renovar o Contrato Especial de Trabalho Desportivo com o clube, informando expressamente sua intenção de rescindir unilateralmente, supostamente por meio da realização do pagamento da cláusula indenizatória contratual prevista no art. 28, § 1o, I da Lei Pelé. Nesta terça-feira (12/4), através de liminar na Justiça do Trabalho foi registrada a rescisão no sistema da CBF.
Em se confirmando tal pagamento – ainda não disponibilizado ao clube – tratará de um equívoco técnico do atleta, de seu staff e do clube por trás da contratação. O Club Athletico Paranaense terá depositado em juízo quantia menor do que o previsto no § 11 do Art. 29 da Lei Pelé, que toma por base os salários ofertados pelo Cruzeiro Esporte Clube ao atleta.
Não nos assusta o fato de tal processo ter sido articulado por André Cury e Alexandre Mattos, ex-diretor de futebol do Cruzeiro – que hoje exerce cargo similar no Athletico Paranaense. É notório que ele faz uso das informações contratuais que carregou do Cruzeiro em benefício de seu novo empregador.
Atitudes repugnantes como a deste grupo vão absolutamente na contramão do profissionalismo que torcida e amantes do futebol esperam, ainda mais em um momento de fortalecimento da indústria do futebol com a ideia de criação de uma Liga Brasileira. Essa é a hora que os clubes precisam de diálogo e de entendimento e não de relações estremecidas.
Lamentamos que o atleta, extremamente mal assessorado, tenha embarcado para o Paraná optando por violar seu contrato de trabalho ainda vigente e abandonado sem autorização seu ofício. Aproveitamos para tornar público o nosso repúdio pelas práticas amadoras adotadas por André Cury.
De qualquer forma, o Cruzeiro Esporte Clube, com tranquilidade e conhecedor de seus direitos, não hesitará em adotar todas as medidas necessárias para preservá-los.
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