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Ex jogador do Cruzeiro e dirigente, Tinga faz declaração criticando treinadores estrangeiros. Confira

Tinga vem dando diversas entrevista em programas e Podcasts nos últimos meses e revelando diversas situações dos bastidores do futebol brasileiro.

Em uma entrevista recente ao Uol Esportes, o ex jogador falou sobre a febre de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro. Segundo ele, isso não passa de um modismo no futebol.

Nada contra essa invasão. Pelo contrário, por eu ter trabalhado na Alemanha, no Japão e em Portugal, aprendi muito com essas experiências que tive com treinadores estrangeiros e reconheço tudo o que o Jorge Jesus e o Abel fizeram pelo futebol brasileiro e até da América do Sul. Porém, sou avesso aos modismos. Essa fixação de seguir o que os demais fazem é muito simplório, acaba mostrando falta de convicção, falta de pesquisa do mercado, falta de conhecimento genuíno

Tinga

O ex jogador do Cruzeiro ainda afirmou que os dirigentes “surfam na onda” dos técnicos gringos. Além disso, Tinga afirmou que os torcedores vão na onda dos dirigentes.

Cartolas surfam na onda também porque são situações favoráveis devido ao modismo. E a imprensa e a torcida estão de acordo, aceitam com mais facilidade as chegadas destes estrangeiros. Hoje não está tão difícil para um dirigente escolher um líder para o vestiário: se decidir por um treinador de fora, já vem com aceitação

Tinga

Pezzolano tem o melhor desempenho entre os estrangeiros que já treinaram o Cruzeiro

Cruzeiro
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Mesmo com pouco tempo de casa, Paulo Pezzolano já vem se destacando no comando do Cruzeiro. O treinador até o momento ocupa o patamar de melhor estrangeiro a comandar o clube.

Com nove partidas disputadas, Pezzolano soma sete vitórias (seis pelo Campeonato Mineiro e uma pela Copa do Brasil), um empate (Villa Nova-MG) e uma derrota (América-MG). O aproveitamento dele é de 81,48% até o momento.

Paulo Pezzolano é o quarto estrangeiro a comandar o Cruzeiro em sua história. Os outros três passaram pelo clube e não conseguiram ter o aproveitamento do uruguaio.

O primeiro estrangeiro foi o uruguaio Ricardo Diez entre março e junho de 1953. Foram 12 jogos, com quatro vitórias, três empates e cinco derrotas. Um dos revezes foi no clássico, sendo goleado por 5 a 0, o que causou sua saída à época. Aproveitamento de 41,66%

O argentino Filpo Núñez foi o segundo estrangeiro a comandar o Cruzeiro. E o único que possui duas passagens. Em 1955, chegou para a vaga de Niginho, mas ficou por pouco tempo, quatro meses. Foram 18 jogos, com oito vitórias, sete derrotas e três empates. O rendimento foi de 57,4%. Perdeu um clássico: 2 a 1, pelo Campeonato da Cidade.

Em sua segunda passagem, em em 1970. Foram quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Na segunda passagem, empatou duas vezes com o Atlético por 1 a 1. O rendimento na segunda passagem foi com 44,44%.

A primeira vez em que o Cruzeiro venceu um clássico sobre um estrangeiro no comando foi em 2016, quando o Portugues Paulo Bento comandava a equipe.

Foi um 3 a 2, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro, com o gol da vitória sendo marcado por Riascos. O português comandou a raposa em 17 jogos, com seis vitórias, três empates e oito derrotas. O aproveitamento de Bento foi de 41,17%.